Em entrevista para o G1, Renatha Zulma comentou sobre a crescente “cultura de judicialização” no Brasil, em que disputas, muitas vezes triviais, acabam sendo levadas à Justiça. Casos recentes, como uma funcionária demitida por soltar pum no trabalho, pedidos de licença-maternidade para cuidar de um bebê reborn e solicitações de rescisão de contrato pela falta de parabéns no aniversário, ilustram essa tendência. Renatha ressalta que, independentemente do teor do processo, todos recebem o mesmo empenho de advogados, magistrados e servidores, gerando gasto de tempo, energia e recursos que poderiam ser direcionados a casos mais relevantes.
O volume de processos trabalhistas tem crescido de forma expressiva: de 3.283.900 em 2020 para 5.601.411 em 2024, um aumento de 70%, e o mesmo padrão se observa nas novas ações. Para Renatha, é essencial filtrar o que realmente precisa ser judicializado, buscando soluções por meio de negociação ou atuação sindical sempre que possível, evitando sobrecarregar o sistema e direcionando esforços para os casos que demandam efetivamente a intervenção da Justiça.
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